Olha, sei que é notícia velha, mas não pude deixar de não comentar tamanho absurdo de uma aluna ser expulsa pelos colegas da faculdade, ter que sair escoltada pela polícia e ser tratada de puta, vagabunda por ir na aula com um vestido curto.
Fala sério né, até parece que usar mini-saia é crime, e que eles nunca viram mulher de micro saia na rua.
O pior nem é o preconceito, mas pessoas falando em estupro, mulheres chamando de vagabunda e coisas do gênero.
Essa situação é tão absurda e estúpida.
Ai vai o vídeo dela saíndo da facul e o vídeo dela dando entrevista.
http://www.youtube.com/watch?v=u0jFvqAasBY
http://www.youtube.com/watch?v=TqIqBifhJGc
13 comentários:
Não sei o que é pior: usar minissáia(?) ou o assunto continuar em voga. hehehe
Olha dona Helga, eu sou mega a favor do uso da minissáia(???),visto que para pessoas de minha estatura (1.60m), mais do que isso fica um mix de hareKrishna com testemunha de Jeová.
E no inverno, de botinhas + meia-calça de lã, fica uma fofura; Vox populi, vox Dei.
AGORA, mucho diferente é bunda de fora. Daí eu preciso concordar que é desnecessário.
nos meus idos tempos de faculdade,hahah, os homens não só gostavam como apoiavam as colegas que usassem minisaias.. mas né pelo visto os padrões estão mudando.
e no mais quem pode que bote a bunda de fora, e hipocrisia vamos deixar em casa né galera pq em qualquer lago, riacho ou praia do Basil veronil que se preze sempre tem alguém com biquini fio-dental para alegar a galera
Cleber, então você vai de sunga pro trabalho/faculdade? Ou tem certas horas e locais pra usar certas coisas?
Você liga o sonzão na frente da igreja/templo/hospital ou há certos locais e/ou horas pra fazer certas coisas?
E se fosse OUTRA coisa que te incomodasse, você deixaria pra lá ou faria algo a respeito?
Eu concordo com o Cléber que é meio hipocrisia a galera reclamar da saia da garota, sendo que na beira da praia td é válido. Bem como na noite, pq o tem de gente com decote quase promíscuo e bunda de fora tb não é brincadeira. E garanto que daí td mundo olha e ninguém se importa. Capaz de achar bonito até.
Certo tb que td tem hora e lugar, mas essa menina não é a 1° e nem será a última a ir com roupas "indecentes" pro colégio/ faculdade, sendo que tem muita garotinha de 15 anos ai indo pra escola como se fosse seduzir o mundo, dressed to kill e td bem.
Sei lá.
É, mas onde a linha é desenhada? Até onde pode ir com pouca roupa ou quem vai ser o primeiro a reclamar das vestimentas? A linha hoje é toda tênue e os limites do bom senso estão loucos (como bem vc lembrou).
Se a menina quer se vestir com pouca roupa, receberá o tratamento que moças de pouca roupa recebem (depois não reclama de gente passando a mão na bunda).
Vamos voltar ao básico: o que a gente vai fazer na escola/faculdade?
Ah, concordo plenamente!
Já diz mamãe " quem corre porque quer não pode reclamar que ficou cansado". Ou em bom português: se quer sair de bunda de fora, que esteja ciente que cantada de pedreiro vai ser FICHINHA.
Bom, limite do bom-senso e do ridículo há muito que já se perdeu no mundo.Vergonha na cara idem.
Mas e segue esse auê nesse Brasil de meu Deus ainda ou a coisa já acalmou?
Fia, nem sei. Por mim nem saberia, mas essas infos nos bombam aqui e ali. Um amigo me mandou videozinho no orkut, aí depois o vídeo dela dando entrevista, aí sei lá mais qual outro vídeo.... apaguei sem ver. Tive paciência não. Tipo, tenho preguiça desse assunto. :P
Fico impressionado com a capacidade de julgamento das pessoas. Se para os olhos de alguém ela fez algo errado, o que por si só eu já acho um absurdo pq motivo perpetuar esse falso moralismo hipócrita que ainda permeia nossa sociedade?,não é bem isso que incomodou os outros expectadores, digo pessoas sensatas que realmente ficaram impressionadas com o "carinhoso" tratamento que seus colegas lhe ofertaram.
E nem me venham com a idéia de livre manifestação de pensamento, pq essa manifestação só é livre quando não fere a dignidade alheia.
E helga querida de onde essa idéia que pessoas que vestem pouca roupa devem receber tratamento menos adequado? Mesmo que ela realmente fosse profissional do sexo poderia se utilizar de qualquer indumentária para cobrir o seu corpo sem que isso significasse a possibilidade de sofrer qualquer tipo de agressão, física, psicológica ou moral.
Em tempos de cólera exarcebada é q estes assunto devem ser cada vez mais debatidos, mas não pelo simples fato em si e sim pelas problemáticas que ele revela.
Infelizmente ainda temos arraigado em nossa sociedade esse pensamento provinciano de que somente o trabalho intelectual é que tem valor, criando um patético escalonamento de reconhecimento social.
Não me assustaria se logo em seguida passassemos a ver me letras garrafais nas entradas das instituições de ensino superior a expressão "studie macht frei", pq os campos entendidos como espaços de despojamento da cidadnia já estão formados.
Ok.. 'Querida'? enfins..
'Falso moralismo hipócrita'? Acho que naõ foi pra mim, pois em cada ocasião me visto de acordo (e este é TODO o meu ponto no último comentário, não sei onde fui mal interpretada).
Sobre a profissional do sexo: quando elas estão trabalhando estão com a roupa de trabalho (pouca, por sinal, pois estão ofertando um produto/serviço) e são estas JUSTAMENTE que sabem muito bem que, quando não estão trabalhando, vão se vestir de modo condizente com tooooodas as outras situações de suas vidas (como ir ao supermercado ou banco).
Não digo que é justificável gritar/empurrar/etc etc um comportamento é desagradável, pois há maneiras melhores de colocar isso.
Este vídeo é um fato isolado de algo muito maior: a tal da moça não deve ter ido assim só dessa vez, esta me parece ser a gota dágua de outras críticas (e ela, defendendo seu ponto de vista, segue com a vida) já bem anteriores.
Quanto ao trabalho intelectual: quando você se preocupa mais com a roupa, está automaticamente menos preocupado com os estudos (e vice-versa). Você usa uma roupa pelo conforto, não pela sua aparência. Aqueles estudantes que VIVEM nas bibliotecas estudando: procure um que se vista arrumadinho todo dia pra ir estudar.
É uma questão de prioridades. Estudar/trabalhar (interior) ou se preocupar com roupas (exterior).
Geração após geração de pessoas que vão perdendo a noção das coisas (prioridades, vida/morte, níveis de violência etc).
Pois é o patético toma corpo e se torna ridículo...
Pois eu sei que esse blog não é meu e que se quiser me estender eu que vá fazer um blog, mas como o assunto ta rendendo to aqui compartilhando...
Ainda bem queno governo federal ainda temos pessoas lúcidas!
(TERRA) MEC pedirá explicações sobre expulsão de aluna da Uniban
08 de novembro de 2009 • 20h26 • atualizado às 20h27
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) vai notificar oficialmente a Uniban para que dê explicações sobre a expulsão da estudante Geisy Arruda, insultada por alunos da instituição por usar um vestido curto no campus de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, no dia 22 de outubro. Segundo a assessoria do MEC, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) começará a estudar como dará início a um processo de supervisão especial sobre o episódio.
Geisy foi pivô de uma confusão de grande repercussão quando teve de sair escoltada pela Polícia Militar do prédio da sua faculdade devido às agressões verbais que estava recebendo dos colegas pelo vestido que usava. Imagens das agressões foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. Desde o ocorrido, a estudante não voltou mais à universidade.
A Uniban, em um comunicado pago publicado em jornais do Estado de São Paulo deste domingo, informou ter decidido expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". "Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar", diz a nota da Uniban. A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar".
Ontem, Geisy Arruda afirmou não ter sido comunicada da decisão e que ficou sabendo da expulsão no comunicado publicado nos jornais, mesmo tendo passado a tarde de sábado em uma sindicância da Uniban sobre o caso. A estudante de Turismo disse ter considerado a decisão um "absurdo".
A expulsão foi condenada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
Um blog.. taí uma ideia.
Se eu fosse a menina não perdia tempo e aceitava convites de garota-propaganda de marca de vestidos e capa de revistas masculinas.
Helga,
Lembrei de vc. Salvo engano, você é de Brasília, certo? Então quem sabe não vai lá me representando...
Convocatória do ato contra agressão machista na Uniban
Nós do Centro Acadêmico de Sociologia da UnB, viemos através dessa nota manifestar nosso repúdio ao ato de violência machista e sexista, ocorrido no dia 22 de outubro na Universidade Bandeirantes (Uniban - SP), onde a estudante Geyse Arruda foi perseguida, agredida, ofendida e ameaçada de estupro por estar trajando um "vestido curto". As imagens divulgadas através da mídia e na internet, chocam pelo conteúdo agressivo e pelas manifestações de selvageria e barbárie cometidas por grande parte dos estudantes da universidade. Isso demonstra, como o machismo segue atuando de forma brutal no interior da sociedade.
Repudiamos também a direção da Uniban, que ao expulsar Geyse Arruda, comete da sua parte também um ato de violência, reproduzindo o machismo e a discriminação da qual a estudante foi vítima, atitude essa totalmente incompatível com uma instituição que deveria cumprir o papel de educar, e não de comercializar diplomas. Acreditamos que o espaço universitário deve ser local de construção de conhecimento que possa contribuir para a superação dos valores, vícios e práticas machistas, e não de referendá-las.
A atitude de julgar a estudante a partir da roupa que trajava, se sustenta nos valores discriminatórios que integram a sociedade capitalista que vivemos, onde as representações sociais da mulher se baseiam numa ótica de subserviência masculina. Ao invés de culpabilizar a estudante pela roupa que usava, é preciso questionar o processo de mercantilizaçã o do corpo feminino, e a lógica patriarcal que define que as mulheres não podem decidir o que vestir, o que falar, o que fazer. Na raiz dessa manifestação bárbara ocorrida na Unibam, existem os mesmo valores machistas que levam milhares de mulheres a serem vítimas de estupros, violência física e mesmo assassinatos. A agressão contra Geyse é uma violência à todas as mulheres.
Convocamos todas e todos a participarem da manifestação que acontecerá quarta-feira (dia 11/11) às 12h na UnB, com concentração no Ceubinho, onde denunciaremos a violência sexista ocorrida contra Geyse Arruda, exigindo a punição aos agressores envolvidos nesse episódio, inclusive a direção da Uniban, e a imediata reintegração da estudante à universidade. A luta contra a violência à mulher é uma luta de todas e todos - mulheres e homens construindo uma sociedade emancipada, justa e liberta das correias da opressão e exploração.
Centro Acadêmico de Sociologia - CASO, Gestão "CASO Contigo" 2009-2010.
Brasília, 09 de novembro de 2009.
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